Atual

3 de setembro de 2010

Polícia Federal do Amazonas apreende barco de luxo que escondia armas

03 Set 2010 . 19:19 h . Carlos Eduardo Matos . 
Na embarcação Gigaone, da Guiana Inglesa, foram encontrados um fuzil de origem romena, uma escopeta, uma pistola, revolveres e munições.
Barco da Guiana Francesa servia para transporte de turistas, mas não tinha autorização para exercer a atividade.



Manaus - O barco ‘Gigaone’, da Guiana Inglesa, foi apreendido, na madrugada desta sexta-feira, por policiais federais da base de operações no município de Tefé ( a 523 quilômetros a oeste de Manaus). Eles encontraram na embarcação um fuzil de origem romena, uma escopeta calibre 12, uma pistola calibre 380, revólveres e farta munição. O proprietário, um espanhol de 62 anos, que teve o nome mantido em sigilo pela PF, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
As informações são do delegado federal Caio Pellin, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). De acordo com ele, a apreensão ocorreu durante uma fiscalização de rotina ao barco, que navegava próximo a Tefé.
As armas estavam escondidas no fundo falso de uma cama e também no porão. Havia 11 tripulantes e quatro passageiros no Gibaone. “Todos foram liberados porque não havia evidências que os liguem às armas”, afirmou.
O delegado federal disse ainda que o espanhol alegou que está no Amazonas prestando serviços turísticos, mas ele não portava documentos de autorização para a atividade.
O barco está atracado no porto de Tefé. Caio Pellin informou que, agora a pouco, durante uma revista minuciosa na embarcação, os policiais federais encontraram mais armas. A quantidade será informada nas próximas horas.

Este é o BRASIL que estamos buscando, mas NÃO é o BRASIL de nossos filhos...


Queimadas na Amazônia

Rodrigo Baleia - 27/08/2010

Depois de 8.000 km voados em 4 dias, tive uma semana corrida editando as imagens das áreas degradadas e incêndios na floresta Amazônica.

Desta vez o trabalho foi mais tenso, pois voamos dentro da camada de fumaça para poder encontrar os focos de calor, o que acaba reduzindo o campo de visão do piloto. Por várias vezes tivemos que abandonar os pontos a serem fotografados, pois existia risco de colidir com o terreno.

Durante longos trechos é normal subirmos a um altitude que possibilite o avião encontrar menos resistência do ar. Foi entre 10.000 e 12.000 pés que consegui fotografar a camada de fumaça proveniente das queimadas que se estende por grande do país.

O trabalho rendeu imagens fortes que ainda estão sendo destaque na imprensa nacional, intenacional e em varias redes sociais. Elas representam o descaso do governo brasileiro, com as emissões de CO2 e o avanço da agropecuária no bioma Amazônia.

Um exemplo é o que vem acontecendo com a Nacional do Jamanxim.




Como Jesus Cristo revelou ao Pai no momento de sua morte: "Pai perdoa eles não sabem o que fazem".

Assim eu diria a Mãe Terra: Mãe sublime e verdes ares que enche meus olhos de tristeza, perdoa eles não sabem o que fazem...

Caminhar com segurança


Saiba algumas dicas
02 de Setembro de 2010
AE
















Algumas dicas parecem ser repetitivas, mas vale lembrar que quando não preocupamos com os pequenos detalhes prejudicamos o bom resultado da atividade física e conseqüentemente a saúde. Saiba mais:

Ao correr ou caminhar ao ar livre, em dias ensolarados, o uso de protetor solar é muito importante. Bonés e óculos de sol são essenciais;

As articulações, tendões, ligamentos e músculos ficam expostos a muita sobrecarga durante uma corrida ou caminhada. Por isso, mantenha-os fortes. Faça musculação;

Hidrate-se antes (em caso de longa duração da caminhada, leve uma garrafinha de água junto) e depois dos treinos;

Nutrição adequada anterior ao treino é muito bem-vinda e após é primordial para uma boa recuperação e mais ainda para que as adaptações fisiológicas sejam potencializadas;

Use roupas confortáveis, leves e arejadas (exceto em situações de muito frio);

Use calçados adequados para a prática de corrida, ao terreno onde vai correr e ao tamanho e formato de seus pés.

Pesquisa americana descobriu que proteína presente na banana pode prevenir o HIV



A lectina BanLEc, presente na fruta, é um inibidor natural do vírus HIV
02 de Setembro de 2010


Carmen Miranda: Bananas Is My Business


Famosa por suas propriedades nutritivas, a banana agora se tornou uma arma potente na prevenção da AIDS. Um estudo americano da Escola de Medicina de Michigan, nos EUA, descobriu que a lectina BanLEc, presente na fruta, é um inibidor natural do HIV, o vírus transmissor da doença. A banana, portanto pode prevenir a transmissão sexual do vírus.

A pesquisa publicada na revista "Journal of Biological Chemistry" explica que o BanLec bloqueia a ação do vírus HIV antes que ele possa se fixar às células sanguíneas. As lectinas como a BanLec têm despertado interesse cada vez maior dos pesquisadores justamente por serem uma classe de proteína que se liga a carboidratos e é capaz de identificar invasores. Dessa forma, quando um vírus aparece, ela pode ligar-se a ele impedindo a propagação de infecções.

No caso do vírus HIV, a BanLec pode ligar-se à cobertura rica em carboidratos do vírus e bloquear sua propagação no corpo humano oferecendo uma proteção mais ampla. Outra vantagem da proteína da banana e que ela poderá deixar o tratamento mais barato do que os atuais coquetéis anti-AIDS.

O uso de um microbicida- produto que destrói os micróbios- à base de BanLec em forma de gel ou creme a ser espalhado nos órgãos sexuais masculino ou feminino, pode ser um grande ganho no combate à disseminação da AIDS. Os cientistas informam no entanto que vai demorar um pouco para que o uso clínico do BanLec seja possível.

Amazonas sob "risco alto" de epidemia de dengue


"Risco Dengue", elaborado pelo Ministério da Saúde, levou em consideração dados já disponíveis nos municípios e Estados e define ações a serem realizadas por todas as esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS)

Brasília, 01 de Setembro de 2010

ANTÔNIO PAULO


mosquito

O Amazonas é um dos dez Estados brasileiros que têm risco muito alto de enfrentar epidemia de dengue no verão de 2010/2001. É a constatação do Ministério da Saúde que ontem lançou uma nova ferramenta para avaliar o risco de epidemia nas unidades da federação e orientar ações imediatas para evitar que elas se tornem realidade. O “Risco Dengue”, também aponta o Amapá e a maioria dos Estados do Nordeste com provável alta incidência da doença. Outros nove têm risco alto, como o Pará, e cinco Estados mais o Distrito Federal com risco moderado, entre eles, o Acre e Rondônia.

O Ministério ressalta que esse alerta não considera uma eventual dispersão do vírus DEN-4 no País. O sorotipo foi identificado em Roraima no mês de agosto, após 28 anos sem circulação no Brasil. O MS alertou todas as unidades da Federação para intensificar o monitoramento viral e, até o momento, não há evidência deste vírus fora do estado de Roraima.

O Risco Dengue parte de dados já disponíveis nos municípios e Estados e define ações a serem realizadas por todas as esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). Para os 26 estados e o Distrito Federal, o risco de epidemia aumenta em municípios de maior porte e regiões metropolitanas que não tenham enfrentado epidemia recentemente nem tenham alta circulação do sorotipo viral predominante no país. Ausência ou deficiência dos serviços de coleta de lixo e abastecimento de água, além do índice de infestação pelo mosquito transmissor, também são indicadores importantes de risco para dengue.

A nova ferramenta elaborada pelo Ministério da Saúde utiliza cinco critérios básicos para verificar o risco da dengue no País: três do setor Saúde – incidência de casos nos anos anteriores, índices de infestação pelo mosquito Aedes aegypti e tipos de vírus da dengue em circulação; um ambiental – cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo; e um demográfico – densidade populacional. A nova metodologia reforça o caráter intersetorial do controle da dengue e permite aos gestores locais de Saúde intensificar as diversas ações de prevenção nas áreas de maior risco.

LIRAa
Além do Risco Dengue, os Estados e municípios devem manter a realização do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), como vem sendo feito no mês de novembro desde 2003.

Neste ano, a recomendação do MS é que o LIRAa seja ampliado de 169 para 354 municípios do País. No caso do Amazonas, o levantamento deve sair de um município (Manaus), como ocorreu no ano passado, para dez em 2010. “Após a realização do LIRAa, os Estados e Municípios devem incorporar os seus resultados para nova análise das áreas de risco de transmissão”, alerta o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

A Crítica revela 40 anos de abandono na Transamazônia


Uma equipe de reportagem do jornal A CRÍTICA está percorrendo toda a extensão da rodovia BR 230, a Transamazônica, que liga o Amazonas à Paraíba. Essa aventura vai cruzar sete Estados e mais de quatro mil quilômetros de uma das mais lendárias e abandonadas rodovias brasileiras.

Transamazônica, 29 de Julho de 2010

LEANDRO PRAZERES E EUZIVALDO QUEIROZ


Vaqueiros cavalgam por um pequeno trajeto asfaltado da BR 230 próximo à sede de Lábrea
Expedição Transamazônica (Euzivaldo Queiroz)

A Transamazônica começou a ser construída em 1970, durante o governo militar do general Emílio Garrastazu Médici. Ela fazia parte do Plano de Integração Nacional (PIN), que tinha como objetivo interligar a região Norte à Nordeste e acelerar o processo de ocupação da Amazônia. À época, o lema dos militares era “Integrar para não entregar”.
Além de interligar regiões distantes, a estrada serviria à proposta de assentamentos agrícolas planejada pelo governo militar para aliviar a pressão pela Reforma Agrária nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Milhares de sulistas e nordestinos migraram para a região da Transamazônica em busca de terras. Mas 40 anos depois, a agricultura na região está enfraquecida devido a pobreza do solo amazônico e a falta de incentivos governamentais.
A estrada deveria cruzar o Brasil no eixo horizontal indo até o Acre, entretanto, as obras terminaram em Lábrea, no extremo Sul do Amazonas. Hoje, ela atravessa os Estados do Amazonas, Pará, Maranhão, Tocantins, Ceará, Piauí e Paraíba.
Em meados da década de 70, as empreiteiras responsáveis pela obra entregaram a rodovia ao governo que ficaria responsável pela sua conservação, mas de lá para cá, o que se viu foi um processo contínuo de degradação da estrada.
Dos 4.054 quilômetros da rodovia, pouco mais de um terço é pavimentado. Os piores trechos estão nos Estados do Amazonas e Pará, quando a Transamazônica fica praticamente intransitável durante seis meses (estação chuvosa, de janeiro a junho) deixando milhares de brasileiros isolados durante esse período.
Trechos de 60 quilômetros chegam a ser feitos em cinco dias. Numa rodovia asfaltada, a mesma distância é feita em uma hora. Mesmo na estação seca, que vai de julho a dezembro, a velocidade média dos ônibus que exploram o trajeto comercialmente dificilmente supera 50km/h.
A equipe de A CRÍTICA que está realizando esta jornada é composta pelo repórter especial Leandro Prazeres e pelo repórter fotográfico Euzivaldo Queiroz. A dupla começou a jornada no último dia 19. Já passou pelos municípios de Lábrea, Humaitá, Apuí (os três no Estado do Amazonas), Jacareacanga, Itaituba, Rurópolis, Placas, Uruará, Brasil Novo, Medicilândia e Altamira, onde está neste momento. Até agora, já foram percorridos 1.705 quilômetros. Ainda restam 2.349 quilômetros. A estimativa é de que a viagem termine na primeira quinzena de agosto.
No blog www.transamazonica40anos.com.br o internauta poderá acompanhar, passo-a-passo (ou cidade a cidade), os bastidores dessa aventura, além das impressões pessoais dos repórteres sobre os lugares e personagens que estão conhecendo no decorrer da viagem. 

Geoglifos brasileiros prestes a serem tombados como patrimônios culturais

A equipe visitou o município de Boca do Acre para ver, de perto, os geoglifos - escavações deixadas pelos indígenas há centenas e milhares de anos

Manaus, 02 de Agosto de 2010
BÁRBARA NASCIMENTO

Vista de um geoglifo situado em Boca do Acre

Vista de um geoglifo situado em Boca do Acre (Foto: SDS)

Bem como as ruínas de Machu Picchu (Peru) as formas deixadas na terra por índios que habitavam as cabeceiras do rio Purus podem se tornar patrimônio cultural da humanidade. Esses desenhos, escavados no chão, são os geoglifos. De acordo com o Instituto Nacional de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já foram catalogados aproximadamente 300 no Sul do Amazonas (mais especificamente em Boca do Acre), Acre e Rondônia. 
Em agosto, o Iphan inicia um grande projeto de instrução para tombamento dessas estruturas nesses três estados junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Outro trabalho do instituto é começar com o trabalho de preservação desses desenhos antes mesmo que o tombamento seja aprovado.
O instituto solicitou à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável diversas recomendações para que os nove geoglifos situados próximos da BR-317 (no município de Boca do Acre) ou interceptados por ela não sofram mais impactos. Essas medidas são: plano de gestão emergencial para os sítios situados até 400 metros da rodovia, placas de identificação das estruturas, sinalização e medidas de proteção às áreas. 
Visita ao local
Na última quinta-feira, uma equipe formada por representantes da SDS, Iphan, Secretaria de Estado de Infra-Estrutura do Estado do Amazonas (Seinf) e Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) foram até Boca do Acre para acompanhar as obras e verificar quais providências tomar em dois trechos de geoglifos, um deles é cortado pela estrada, que foi construída na década de 1950, quando ainda não se sabia dessas escavações na região (primeira descoberta de geoglifo aconteceu em 1977). 
No geoglifo situado a 30 metros da estrada, não haverá mudanças na rodovia, tendo em vista que do outro lado da BR317 está situada a terra indígena Boca do Acre. Mas o geoglifo da fazenda Rancho Fundo, que é cortado pela rodovia, será feito um desvio de aproximadamente 120 metros. “Vamos fazer pequenas modificações no traçado da rodovia para que seja preservada a área arqueológica”, conta o engenheiro responsável pela fiscalização da obra, Roberto Palmeira.
De acordo com a secretária de meio ambiente, Nádia Ferreira, a visita no local da obra foi a melhor alternativa para encontrar a solução do problema. “É a forma que estamos encontrando para pavimentar uma rodovia que é bem complexa, mas muito necessária às pessoas de Boca do Acre. As pessoas de lá precisam dessa integração regional”, argumentou.

Os geoglifos
As estruturas são escavações com valas de um a três metros de profundidade em formas geométricas e sua forma é vista apenas do alto. “A origem dos geoglifos ainda é desconhecida. Teorias apontam que eles podem ter sido estruturas defensivas, centros cerimoniais, então alguma técnica agrícola ou manejo florestal”, disse a arqueóloga Lúcia Juliani, que comandará o mapeamento desses geoglifos na região.
“Temos datação de geoglifos de 500 a 1800 anos, mas ainda há muito que estudar. O que se sabe é que essas estruturas foram construídas por grupos indígenas que habitavam regiões da bacia do rio Purus. As cerâmicas encontradas neles têm semelhança às cerâmicas produzidas pelo povo Aruaki, que ainda habita essas terras. São os índios Apurinã”, elucida a arqueóloga. “Já conversamos com eles (Apurinãs), mas eles não têm interpretação nem conhecimento sobre a origem e função dos geoglifos. Mas provavelmente era um grupo bastante organizado”.
Lúcia será a responsável pela prospecção dessa área. “Serão feitas varreduras nos campos para que se descubra que tipos de artefatos são encontrados dentro dos geoglifos”, conta a arqueóloga. “Enquanto não for resgatado tudo na área do geoglifo, nada será feito e a obra fica paralisada nesse trecho”, afirma a secretária Nádia Ferreira.

O tombamento
O arqueólogo do Iphan, Henrique Pozzi, falou sobre o processo de tombamento dos geoglifos. “A idéia do estudo é fazer uma grande avaliação do estado de conservação deles e selecionar os melhores indicados para tombamento, separar aqueles que têm maior relevância científica e cultural”, comentou. “A perspectiva é de um trabalho de dez meses, para depois levar ao conselho consultivo do patrimônio cultural do Iphan para ver se o projeto será ratifica e aprovado”, acrescentou o arqueólogo.